A Graça (La Grazia, Itália,
2025, 131 min)
Direção/Roteiro: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo (Presidente Mariano De Santis), Anna Ferzetti (Dorotea),
Orlando Cinque (Coronel Labaro), Massimo Venturiello (Ugo Romani), Milvia
Marigliano (Coco Valori), Rufin Doh Zeyenouin (O Papa)
Sinopse: Mariano De Santis é o presidente da Itália. Antes de sua
carreira política, ele era jurista, professor, autor de livros referência para
todos os estudantes e profissionais de Direito. Faltam apenas seis meses para o
término de seu mandato. É um momento delicado e decisivo, em que ele precisa
resolver assuntos polêmicos e deixar sua marca na história. Mariano é viúvo, mas
ainda conversa com sua falecida esposa, Aurora, em momentos introspectivos.
Entre as pessoas próximas a Mariano estão: Dorotea, sua filha, também advogada,
que não quer perder a oportunidade para aprovar uma lei controversa; o coronel
Labaro, mais que seu segurança, uma figura onipresente; Coco Valori, amiga de
infância que conhece seus segredos mais íntimos, e o próprio Papa, a quem
Mariano pede conselhos. Entre dilemas morais e pessoais Mariano, reflete sobre a
questão: a quem pertence o nosso tempo?
Exibido no Festival de Veneza, ganhou a Copa Volpi de Melhor Ator para Toni
Servillo, entre outros prêmios.
Sobre o diretor: Paolo Sorrentino nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de
maio de 1970. Seu pai era diretor de um banco. Perdeu pai e mãe em um acidente
doméstico. Esse e outros fatos de sua infância foram narrados no filme A Mão
de Deus (2021). Estudou Economia na Universidade de Nápoles Federico II, mas
não concluiu o curso. Nunca estudou Cinema formalmente. Sua carreira de cineasta
começou como voluntário em filmes produzidos em Nápoles. Frequentemente,
Sorrentino aborda temas como amor e sexo, dinheiro e poder, religião,
envelhecimento e morte, apesar da densidade, sempre com humor e irreverência.

Paolo Sorrentino (Foto: Divulgação)
Co-dirigiu com Stefano Russo um pequeno curta, de apenas dois minutos, Un
Paradiso (1994). Dirigiu e escreveu o curta L’Amore non ha Confini
(1998). Seu primeiro longa-metragem é L’Uomo in Più (2001), que marca a
primeira parceria com o ator Toni Servillo, e foi exibido no Festival de Veneza.
Dirigiu em seguida, As Consequências do Amor (2004), selecionado para o
Festival de Cannes; O Amigo da Família (2006); O Divo (2008), com
Toni Servillo no papel de Giulio Andreotti, que foi sete vezes primeiro-ministro
da Itália, ganhou o Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes e foi indicado
ao Oscar na categoria Maquiagem; Aqui é o Meu Lugar (2011), estrelado por
Sean Penn, ganhou o Prêmio Ecumênico no Festival de Cannes. Sorrentino ganhou
reconhecimento mundial com A Grande Beleza (2013), que conquistou o Oscar
de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Dirigiu o segmento “La Fortuna”, do longa
Rio, Eu Te Amo (2014); Juventude (2015), com Michael Caine, Harvey
Keitel e Jane Fonda; Loro ou Silvio e os Outros (2018), em que Tony
Servillo interpreta o magnata da mídia e político Silvio Berlusconi; A Mão de
Deus (2021), seu filme mais pessoal, ganhou o Leão de Prata de Melhor
Diretor no Festival de Veneza, e foi indicado ao Oscar de Filme Internacional;
Parthenope – Os Amores de Nápoles (2024). Entre um longa e outro,
Sorrentino dirigiu vários curtas, vídeos, filmes publicitários e minisséries
para TV.