PRÓXIMO FILME

A Graça
Reunião em 05.04.2026 às 16h
O filme está em cartaz em várias salas de cinema de São Paulo.
 

A Graça (La Grazia, Itália, 2025, 131 min)

Direção/Roteiro:
Paolo Sorrentino

Elenco: Toni Servillo (Presidente Mariano De Santis), Anna Ferzetti (Dorotea), Orlando Cinque (Coronel Labaro), Massimo Venturiello (Ugo Romani), Milvia Marigliano (Coco Valori), Rufin Doh Zeyenouin (O Papa)


Sinopse: Mariano De Santis é o presidente da Itália. Antes de sua carreira política, ele era jurista, professor, autor de livros referência para todos os estudantes e profissionais de Direito. Faltam apenas seis meses para o término de seu mandato. É um momento delicado e decisivo, em que ele precisa resolver assuntos polêmicos e deixar sua marca na história. Mariano é viúvo, mas ainda conversa com sua falecida esposa, Aurora, em momentos introspectivos. Entre as pessoas próximas a Mariano estão: Dorotea, sua filha, também advogada, que não quer perder a oportunidade para aprovar uma lei controversa; o coronel Labaro, mais que seu segurança, uma figura onipresente; Coco Valori, amiga de infância que conhece seus segredos mais íntimos, e o próprio Papa, a quem Mariano pede conselhos. Entre dilemas morais e pessoais Mariano, reflete sobre a questão: a quem pertence o nosso tempo?

Exibido no Festival de Veneza, ganhou a Copa Volpi de Melhor Ator para Toni Servillo, entre outros prêmios.


Sobre o diretor: Paolo Sorrentino nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de maio de 1970. Seu pai era diretor de um banco. Perdeu pai e mãe em um acidente doméstico. Esse e outros fatos de sua infância foram narrados no filme A Mão de Deus (2021). Estudou Economia na Universidade de Nápoles Federico II, mas não concluiu o curso. Nunca estudou Cinema formalmente. Sua carreira de cineasta começou como voluntário em filmes produzidos em Nápoles. Frequentemente, Sorrentino aborda temas como amor e sexo, dinheiro e poder, religião, envelhecimento e morte, apesar da densidade, sempre com humor e irreverência.

 


Paolo Sorrentino (Foto: Divulgação)
 

Co-dirigiu com Stefano Russo um pequeno curta, de apenas dois minutos, Un Paradiso (1994). Dirigiu e escreveu o curta L’Amore non ha Confini (1998). Seu primeiro longa-metragem é L’Uomo in Più (2001), que marca a primeira parceria com o ator Toni Servillo, e foi exibido no Festival de Veneza. Dirigiu em seguida, As Consequências do Amor (2004), selecionado para o Festival de Cannes; O Amigo da Família (2006); O Divo (2008), com Toni Servillo no papel de Giulio Andreotti, que foi sete vezes primeiro-ministro da Itália, ganhou o Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar na categoria Maquiagem; Aqui é o Meu Lugar (2011), estrelado por Sean Penn, ganhou o Prêmio Ecumênico no Festival de Cannes. Sorrentino ganhou reconhecimento mundial com A Grande Beleza (2013), que conquistou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Dirigiu o segmento “La Fortuna”, do longa Rio, Eu Te Amo (2014); Juventude (2015), com Michael Caine, Harvey Keitel e Jane Fonda; Loro ou Silvio e os Outros (2018), em que Tony Servillo interpreta o magnata da mídia e político Silvio Berlusconi; A Mão de Deus (2021), seu filme mais pessoal, ganhou o Leão de Prata de Melhor Diretor no Festival de Veneza, e foi indicado ao Oscar de Filme Internacional; Parthenope – Os Amores de Nápoles (2024). Entre um longa e outro, Sorrentino dirigiu vários curtas, vídeos, filmes publicitários e minisséries para TV.