PRÓXIMO FILME

São Paulo Sociedade Anônima
Reunião em 22.03.2026 às 16h
O filme está em cartaz em várias salas de cinema de São Paulo e na plataforma Netflix.
 

São Paulo Sociedade Anônima (Brasil, 1965, 107 min)

Direção e Roteiro:
Luiz Sérgio Person

Elenco: Walmor Chagas (Carlos), Ewa Wilma (Luciana), Ana Esmeralda (Hilda), Darlene Glória (Ana), Otelo Zeloni (Arturo) e outros.


Sinopse: Em plena explosão da indústria automobilística brasileira no final dos anos 1950 em SP, Carlos, um jovem de classe média, tenta encontrar sentido na vida em meio à alienação do trabalho e a despersonalização da vida urbana na metrópole que cresce, engole e silencia seus habitantes. Carlos e suas relações com as mulheres revelam muito sobre a moral da época e os roteiros pré-estabelecidos pela sociedade dos “homens de bem”. A cidade de São Paulo (no início dos anos 1960) é claramente um personagem do filme.


Sobre o diretor: Luiz Sérgio Person nasceu em São Paulo, em 12 de fevereiro de 1936. Faleceu em 7 de janeiro de 1976, um pouco antes de completar 40 anos. Deixou a esposa Regina Jeha (também cineasta) e as filhas pequenas Marina Person e Domingas Person. Foi diretor, produtor, roteirista, produtor de teatro e ator.


Estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia (Roma) e foi professor na Escola Superior de Cinema São Luiz (São Paulo). Aos vinte anos, Person já havia dirigido o filme Um Marido Barra Limpa. Diretor, produtor e roteirista, entre suas obras, o seu primeiro longa foi São Paulo, Sociedade Anônima, 1965, que definitivamente solidificou seu currículo cinematográfico.


Em 1955, encena peças teatrais em casa de amigos, mais tarde, apresenta-se pela Companhia de Comédias de Odilon Azevedo, no Teatro Municipal de Campinas na peça Vamos brincar de amor.

Person, além de atuar, produzir, dirigir, em longas e curta-metragens, fez também filmes publicitários, recebendo o prêmio de melhor comercial de cinema, Casa Zacharias, em 1969, prêmio dado pelos cronistas publicitários de São Paulo.


Ao retornar para o cinema em 1961, após dois anos dedicando-se à diretoria da empresa Person Bouquet S/A, Person foi fazer curso de direção no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma. Junto aos colegas do curso ele realizou o curta Al Ladro (1962), ainda em 62, foi assistente de direção de Luigí Zampa em Anni Ruggentti. Em 1963, fez o curta L’Ottimista Sorridente em 16 mm e dirigiu o documentário II Palazzo Doria Pamphili.


Seu segundo longa, não menos marcante, foi O Caso dos Irmãos Naves. Do roteiro de Jean-Claude Bernardet, o filme tem no elenco Anselmo Duarte, Juca de Oliveira e Raul Cortez. Na pequena cidade de Araguari, no Estado de Minas Gerais, ao mesmo tempo em que ocorria a ditadura de Getúlio Vargas no ano de 1937, dois irmãos eram acusados por um assassinato que não cometeram. Tortura, autoritarismo e a condenação injusta, são fielmente demonstrados e interpretados por esse ótimo elenco. Este filme está disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play.


Em 1968, O Caso dos Irmãos Naves é considerado o melhor filme do ano, e em 1972 faz grande sucesso em Nova Iorque, impressionando a crítica local.


Em 2003 sua filha mais velha, Marina Person, dirige um documentário sobre sua vida. Como o documentário aborda muito da vida pessoal de Luiz Sérgio Person, foram aproveitados trechos de filmes em Super-8, realizados pelo próprio cineasta ou pela sua esposa, Regina Jehá, com as filhas Marina e Domingas.
Prêmios


– São Paulo S/A, recebeu o Prêmio de Público na 1a. Mostra Internacional do Novo Cinema que aconteceu em Pesaro na Itália; Prêmio Cabeza de Palenque no VIII Festival Internacional do Filme de Acapulco/México; Prêmio Governador do Estado, da Comissão Estadual de Cinema de São Paulo; vários prêmios Cidade de São Paulo; os Prêmios Saci do Jornal O Estado de S.Paulo para melhor direção, melhor montagem e melhor filme.

– Cassy Jones, O Magnífico Sedutor que recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Gramado e prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) novamente como melhor filme do ano. O filme recebe o prêmio INC e Carlos Imperial foi premiado com o troféu Coruja de Ouro de melhor autor de partituras musicais.
1974 – Vicente do Rego Monteiro
1972 – Cassy Jones, o Magnífico Sedutor
1968 – Panca de Valente
1968 – Trilogia do Terror (episódio: A Procissão dos Mortos)
1967 – O Caso dos Irmãos Naves
1967 – Um Marido Barra Limpa
1965 – São Paulo S/A
1963 – II Palazzo Doria Pamphili
1963 – L´Ottimista sorridente (curtametragem)
1962 – Al Ladro (curtametragem)